Ficha de inscrição para sessão de autógrafos e oficinas

Para os escritores que desejam ministrar as oficinas da 10ª Feira do Livro de 2012 estão disponíveis abaixo a ficha de inscrição para as oficinas e sessão de autógrafos da 10º Feira do Livro de Montenegro e 5ª Feira do Livro do Vale do Caí.

As inscrições deverão ser feitas até o dia 23 de Março na Biblioteca Pública Municipal- Capitão Cruz-2150, Centro, Cep 95780-000, Montenegro-Rs.
Fone: (51) 3632-5202.

A ficha de inscrição para sessão de autógrafos pode ser enviada pelo correio, por e-mail ou ser entregue pessoalmente na Biblioteca Municipal.

Ficha de Inscrição para Oficinas

Ficha de Inscrição para Sessão de Autógrafos


Instruções para baixar:

Clique acima no que deseja baixar, e assim que entrar no link, e só clicar em download e esperar o arquivo baixar.

14 de Março dia nacional da poesia

Retrato de Castro Alves

A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.

Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.

Poesias

AS DUAS FLORES

São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

Castro Alves




A Visão dos Mortos

Nas horas tristes que em neblinas densas
A terra envolta num sudário dorme,
E o vento geme na amplidão celeste
-Cúpula imensa dum sepulcro enorme,-
Um grito passa despertando os ares,
Levanta as lousas invisível mão.
Os mortos saltam, poeirentos, lividos.
Da lua pálida ao fatal clarão

Do solo adusto do africano Saara
Surge um fantasma com soberbo passo,
Presos os braços, laureada a fronte,
Louco poeta, como fora o Tasso.
Do sul, do norte… do oriente irrompem
Dórias, Siqueiras e Machado então.
Vem Pedro lvo no cavalo negro
Da lua pálida ao fatal clarão.

O Tiradentes sobre o poste erguido
Lá se destaca das cerúleas telas,,
Pelos cabelos a cabeça erguendo,
Que rola sangue, que espadana estrelas.
E o grande Andrada, esse arquiteto ousado,
Que amassa um povo na robusta mão:
O vento agita do tribuno a toga
Da lua pálida ao fatal clarão.

A estátua range… estremecendo move-se
O rei de bronze na deserta praça.
O povo grita: Independência ou Morte!
Vendo soberbo o Imperador, que passa.
Duas coroas seu cavalo pisa,
Mas duas cartas ele traz na mão.
Por guarda de honra tem dous povos livres,
Da lua pálida ao fatal clarão.

Então, no meio de um silêncio lúgubre,
Solta este grito a legião da morte:
“Aonde a terra que talhamos livre,
Aonde o povo que fizemos forte?
Nossas mortalhas o presente inunda
No sangue escravo, que nodoa o chão.
Anchietas, Gracos, vós dormis na orgia,
Da lua pálida ao fatal clarão.

“Brutus renega a tribunícia toga,
O apost’lo cospe no Evangelho Santo,
E o Cristo – Povo, no Calvário erguido,
Fita o futuro com sombrio espanto.
Nos ninhos d’águias que nos restam? – Corvos,
Que vendo a pátria se estorcer no chão,
Passam, repassam, como alados crimes,
Da lua pálida ao fatal clarão.

“Oh! é preciso inda esperar cem anos…
Cem anos. . . ” brada a legião da morte.
E longe, aos ecos nas quebradas trêmulas,
Sacode o grito soluçando, – o norte.
Sobre os corcéis dos nevoeiros brancos
Pelo infinito a galopar lá vão…
Erguem-se as névoas como pó do espaço
Da lua pálida ao fatal clarão.

Castro Alves


Tenta Esquecer-me

Tenta esquecer-me… Ser lembrado é como evocar

Um fantasma… Deixa-me ser o que sou,

O que sempre fui, um rio que vai fluindo…

Em vão, em minhas margens cantarão as horas,

Me recamarei de estrelas como um manto real,

Me bordarei de nuvens e de asas,

Às vezes virão a mim as crianças banhar-se…

Um espelho não guarda as coisas refletidas!

E o meu destino é seguir… é seguir para o Mar,

As imagens perdendo no caminho…

Deixa-me fluir, passar, cantar…

Toda a tristeza dos rios

É não poder parar!

Mario Quintana


Os Retratos

Os antigos retratos de parede

Não conseguem ficar longo tempo abstratos.

Às vezes os seus olhos te fixam, obstinados

Porque eles nunca se desumanizam de todo

Jamais te voltes pra trás de repente.

Não, não olhes agora!

O remédio é cantares cantigas loucas e sem fim…

Sem fim e sem sentido…

Dessas que a gente inventava

enganar a solidão dos caminhos sem lua.

Mario Quintana


Fontes

www.brasilescola.com

http://pensador.uol.com.br

http://borboletapoetamyblog.wordpress.com

http://orientacaopsicologica.com

contosecausos24x7.blogspot.com




Total de visualizações de página